quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O livro da guerra grande: limites de gêneros literários e contatos entre ficção e história

Objetivo

Nossa proposta tem como objetivo principal analisar a obra O livro da guerra grande escrita por escritores dos quatro países envolvidos na Guerra do Paraguai.

Além de apontar os aspectos históricos presentes na obra ficcional, outro aspecto a ser investigado está relacionado aos gêneros literários: em princípio, os textos dos quatro autores poderiam ser encarados como contos que possuem alguma relação entre si, entretanto, ao atingirem uma espécie de unidade, o livro poderia ser considerado um romance.

Justificativa

Além de possuir em seu enredo quatro narrativas distintas que permitem uma investigação acerca dos gêneros literários, uma vez que se em um primeiro momento os textos por apresentarem proximidade em relação ao tema poderiam ser classificados como conto, e no decorrer de seu desenvolvimento o livro se encaixa nos moldes do romance, a obra também retoma a memória de personagens dos campos de batalhas da Guerra do Paraguai, mesclando ficção e história.

Metodologia

Nossa pesquisa, de revisão bibliográfica, contará com a seguinte estrutura: Introdução; Capítulo que trata de questões relativas aos limites entre os gêneros literários; Capítulo que trata dos limites entre ficção e história presentes na obra; Análise da obra O livro da guerra grande; Considerações finais; Referencial bibliográfico.

Fundamentação teórica

A obra O livro da guerra grande conta a história da guerra que foi marcada pela instabilidade política e fragilidade econômica que dizimou grande parte de uma geração entre 1865 e 1870. O livro relata a história, aproximando-a do fantástico através de quatro histórias reescritas a oito mãos. Essa recriação coletiva é composta pelo paraguaio Roa Bastos, o argentino Alejandro Maciel, o uruguaio Omar Prego Gadea e o brasileiro Eric Nepomuceno. Dessa maneira, quatro escritores, cada um oriundo de um dos países envolvidos no conflito, expõem suas visões do fato histórico.

Tomando a memória de personagens dos campos de batalhas, como o faz PERNIDJI & PERNIDJI (2006), a história foi recriada; as cartas do viajante e observador inglês, Sir Richard Francis Burton, indicam um eixo da narrativa.


[ Projeto apresentado pela acadêmica Maira de Oliveira Ferreira, do Curso de Letras – Hab. Português/Inglês, Unidade Universitária de Cassilândia, sob orientação do Prof. Dr. José Antonio de Souza.]

Um comentário:

Unknown disse...

Você é minha escritora preferida... Seja feliz e, continue fazendo tudo como sempre fez: com muito amor e responsabilidade.
Te amo muito,
Mário Roberto Corrêa Ferreira